CPI da Cemig: diretor da estatal se esquiva de perguntas e irrita deputados

A Comissão segue investigando a contratação de empresas prestadoras de serviços sem licitação

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Luís Fernando de Medeiros Moreira, subdiretor da área de compliance, evitou grande parte das respostas, evitando analisar os contratos da Cemig firmados sem licitação. “Dentro da organização a área providencia o pedido, providencia a primeira análise, a análise disso aí, ela não é feita uma análise por compliance”, afirmou.  Uma das principais questões é a contratação de uma empresa jurídica, onde o atual diretor jurídico da Cemig já esteve vinculado como sócio. A investigação foi conduzida pela deputada Beatriz Cerqueira (PT). “Ele negociou o valor, recebeu proposta comercial, contratou informalmente, explicou motivos ilegíveis para verificar o contrato informal, aprovou e assinou o contrato formal, comprovou que estava caduco e prestou o serviço. Aqui não são várias funções desempenhadas por a mesma pessoa? Isso não é descumprimento de normas internas e externas, comportamento indevido, e sua diretoria deveria ser responsável por isso? ”questionou.
“Nós analisamos as documentações como o processo interno, não é que tem ferindo isso. Já havia vida a descompatibilização e tudo. A Lefosse, ela já tinha sido fornecedora da Cemig anteriormente, se eu não me engano, em 2017 ou 2016, com trabalhos feitos para mim”, respondeu o diretor da Cemig à deputada.  Presidente da CPI se irrita com respostas evasivas de diretor da Cemig As respostas evasivas do diretor adjunto irritaram o presidente da CPI, deputado Cássio Soares (PSD). “Das duas uma, ou o senhor está fazendo cena aqui na nossa comissão parlamentar, desrespeitando a população mineira, ou o senhor não está à altura do cargo que ocupa. Me desculpe. É isso que está aparecendo até agora. Então só peço ao senhor, não ironize essa CPI” afirmou.  Diretor afirma que contratação de empresa jurídica, a qual era sócio, partiu da diretoria executiva da Cemig O diretor de Regulação e Jurídico, Eduardo Soares, também prestou depoimento à CPI nesta segunda-feira (20). Ele foi questionado sobre a contratação do escritório Lefosse, onde era sócio antes de virar diretor da Cemig. Soares disse que a contratação do escritório sem licitação partiu da diretoria executiva. 
“A deliberação para contratação é da diretoria executiva, não é uma deliberação minha. Eu simplismente fiz, conduzi o processo de contratação numa situação, eu volto a repetir, grave e que poderia causar um prejuízo a Cemig”, afirmou.