​Pesquisadores vão instalar maior rede sismológica do Brasil em Sete Lagoas (MG)

O objetivo desses aparelhos é diferenciar sismos naturais (terremotos) de tremores provocados por ação humana (explosão)

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Pesquisadores do Centro de Sismologia da Universidade de Brasília (UnB) chegaram a Sete Lagoas no fim da tarde desta quinta-feira (18/1), com equipamentos para registrar tremores na cidade. A equipe, formada por oito sismólogos, instalou três estações sismográficas e dez aparelhos de infrassom.

O objetivo desses aparelhos, segundo o professor Lucas Vieira, da UnB, é diferenciar sismos naturais (terremotos) dos que podem ser tremores provocados por ação humana (explosão).


“Faremos um estudo mais preciso dessas ocorrências, com sensores na região, da localização e da profundidade dos tremores e de quais são as forças que estão rompendo as falhas. Além disso, de como as falhas estão distribuídas na superfície. Se é só uma, se são várias e quais os tamanhos delas”, diz.

A estação sismográfica é um sensor colocado no terreno que vai registrar as vibrações de um terremoto. Já os sensores infrassônicos vão captar as variações de pressão que possam ser produzidas por explosões químicas, de mineradoras, por exemplo.

O coordenador da Defesa Civil Municipal, Sérgio Andrade, diz que há equipes preparadas para atender a qualquer chamado. O órgão ainda não identificou problemas causados pelos tremores. “Ainda é cedo para dizer que algum problema é ocasionado em função do tremor. Precisamos analisar cada situação e evento que acontecem. É cedo afirmar que o aparecimento de trincas em imóveis é proveniente desses abalos. Requer um estudo mais aprofundado.”

Segundo ele, foram registrados cinco acionamentos depois dos últimos tremores. “Comparecemos a todos os imóveis e não foi possível constatar que as trincas e fissuras que apareceram são provenientes dos tremores.”

Diante dos tremores frequentes na cidade, a Defesa Civil produziu uma cartilha com todas as instruções do que a população deve fazer quando os abalos ocorrerem.

Mesmo assim, Andrade orienta que o cidadão entre em contato com a Defesa Civil sempre que acontecer um tremor para que a equipe possa analisar se há risco que demande evacuação do imóvel.

Os moradores temem que os tremores, na verdade, sejam explosões provocadas por mineradoras. O secretário municipal de Meio Ambiente rebate, mas diz que nada está descartado. “Esse Centro de Monitoramento é exatamente para esta finalidade: estudarmos a fundo os novos tremores e os que ainda podem acontecer. Infelizmente, são imprevisíveis e inevitáveis. Temos que aprender a conviver com eles”, finaliza.


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