Tutora busca ajuda para tratamento de alto custo e conscientiza sobre doenças raras em animais

‘Disseram para eutanasiar’: Gata em Belo Horizonte desafia Doença de Addison e condição intestinal rara

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Uma gata chamada Bianca, de apenas dois anos e meio, está desafiando condições raras de saúde em Belo Horizonte. Diagnosticada com a Doença de Addison, uma deficiência na glândula adrenal, e uma doença intestinal inflamatória crônica (DII), condições raras em felinos, ela precisa de um tratamento especializado e de alto custo para melhorar sua qualidade de vida. Bianca também sofre de dermatite, hipotireoidismo e está sob suspeita de linfoma intestinal, ainda em investigação. As condições de saúde também afetam a imunidade da felina, que desde 2023 foi internada 5 vezes. 

A dona, Bruna Esteves, tem mobilizado esforços para oferecer à pequena felina os cuidados necessários, mas enfrenta dificuldades para arcar com os custos do tratamento. Apenas a ração especial indicada para Bianca custa cerca de R$ 400 por mês e dura apenas um mês. Segundo a tutora, o custo total pode ultrapassar R$ 2.000 mensais, uma despesa que Bruna, que também cuida de outros dois gatos, tem dificuldade de administrar.

"Tenho feito o possível para ajudar a Bianca, mas os gastos são altos: ração especial, exames, medicamentos e acompanhamento veterinário constante. Tenho renunciado a coisas básicas para mim para prover ela, além de contar com a ajuda de amigos e de pessoas que amam a Bianca", contou.

CONDIÇÕES RARAS

A deficiência na glândula adrenal, conhecida como hipoadrenocorticismo ou Doença de Addison, é uma condição em que a glândula não produz hormônios essenciais em quantidades suficientes, como o cortisol. Esses hormônios são fundamentais para regular o metabolismo, o sistema imunológico e a resposta ao estresse. Em Bianca, essa deficiência exige acompanhamento médico constante e medicamentos específicos, aumentando os custos e a complexidade do tratamento. 

A DII em gatos é uma doença autoimune que causa inflamações crônicas no trato gastrointestinal. Os sintomas incluem vômitos, diarreia, perda de peso e apatia, afetando o bem-estar do animal. O tratamento da DII felina envolve uma combinação de medicamentos imunossupressores, dietas especiais e acompanhamento veterinário constante. 

"Bianca sempre foi muito ativa e carinhosa, mas, nos últimos meses, ela passou a se isolar e ter dificuldade de subir e se movimentar. Foi um choque receber o diagnóstico", contou Bruna.

‘Disseram para eutanasiar ou abandonar’

Bruna recebeu o conselho de alguns profissionais de que a melhor solução seria eutanasiar Bianca devido aos altos custos do tratamento. A dona ainda afirma que escutou

"É um absurdo indicarem eutanásia por causa do valor do tratamento. Não é um caso paliativo, ela pode ter uma vida saudável e feliz com o tratamento. Enquanto tiver forças, vou fazer tudo para ajudá-la. Eu a amei antes de adoecer, continuarei amando na doença também.", afirmou Bruna, que viu nessa batalha não só uma chance para Bianca, mas também um modo de conscientizar a sociedade sobre doenças raras em animais.

Como ajudar

Bruna criou uma campanha nas redes sociais para arrecadar fundos e sensibilizar amantes de animais sobre a luta da pequena Bianca. Em vídeos nas redes sociais, Bruna compartilha fotos e vídeos de Bianca e também da rotina pós-diagnóstico, mostrando a necessidade do tratamento.

‘Cada doação faz diferença para que Bianca volte a ter uma vida feliz. Ela é uma guerreira e merece essa chance’, declarou a tutora. 

Além de ajudar Bianca, Bruna também espera conscientizar outras pessoas sobre a DII em gatos, uma condição que ainda é pouco conhecida. "Quanto mais pessoas souberem sobre os sinais e a importância do diagnóstico precoce, mais chances outros gatos terão de receber o tratamento certo a tempo", reforça. 

Para contribuir com a campanha de Bianca, interessados podem acessar o perfil do Instagram @focanaspatinhas ou fazer doações diretamente pela vaquinha (clique aqui)

 


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