Sargento da polícia militar é preso em Manhuaçu suspeito de manter trabalhador em cárcere privado e condições análogas à escravidão

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Um sargento da Polícia Militar foi preso em Manhuaçu, acusado de manter um trabalhador em cárcere privado e submetê-lo a condições análogas à escravidão. O caso teve início no distrito de Bom Jesus de Realeza, quando a vítima, supostamente em represália a um envolvimento do policial com sua esposa, incendiou dois veículos pertencentes ao sargento.

Segundo a investigação, após o incêndio, o militar obrigou o homem a trabalhar sem remuneração e sob condições degradantes, restringindo sua alimentação e contato com familiares. O objetivo seria “ressarcir” o prejuízo causado pelos veículos queimados. A vítima foi levada do distrito até a cidade de Ibatiba, no Espírito Santo, onde foi forçada a realizar diversas tarefas sob coação.


A denúncia chegou às autoridades depois que a esposa da vítima registrou um boletim de ocorrência, relatando o desaparecimento do companheiro e o regime de trabalho forçado ao qual ele estava sendo submetido. Em uma tentativa de encobrir a situação, o sargento levou a vítima até a Delegacia de Manhuaçu e tentou obrigá-la, sob ameaça, a prestar declarações falsas, negando os abusos.

No entanto, ao ser ouvido pelos policiais civis, o trabalhador conseguiu relatar a verdadeira situação, apresentando provas, incluindo recibos falsificados que foi forçado a assinar para simular que estava recebendo pagamento.

Com base no depoimento e nas evidências, a Polícia Civil acionou a Polícia Militar, e uma operação conjunta foi deflagrada. O sargento foi localizado nas proximidades da delegacia, onde aguardava a vítima, e preso em flagrante. Ele foi encaminhado a um estabelecimento prisional militar, onde permanecerá à disposição da Justiça.


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