Onda de calor atinge o Brasil: Temperaturas extremas e alerta para temporais
Estados do Sul devem registrar temperaturas acima do esperado; essa será a segunda onda de calor de 2025. A primeira ocorreu entre os dias 15 e 19 de janeiro.
O mês de fevereiro começou com altas temperaturas e uma nova onda de calor em diversas regiões do Brasil, segundo a Metsul. A segunda onda de calor do ano irá atingir principalmente a região Sul e parte da região Centro-Oeste. As altas temperaturas já se fizeram sentir desde o domingo (2).
De acordo com a Climatempo, a onda de calor deve durar até a próxima sexta-feira (7), com temperaturas 5°C acima da média para o período. No Centro-Oeste, o estado mais afetado será Mato Grosso do Sul. O alerta destaca que, durante esse período, as temperaturas, que já são elevadas no verão, subirão ainda mais.
O Rio Grande do Sul será o estado mais afetado pelo calorão. As regiões de Missões, Noroeste, Fronteira Oeste e Oeste devem registrar os maiores extremos térmicos. Em cidades como Santa Rosa, Santo Ângelo, Uruguaiana e Alegrete, a temperatura pode superar os 40°C.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as temperaturas máximas estão previstas para chegar entre 35°C e 40°C no estado gaúcho. "Elas podem, inclusive, superar os 42°C no oeste do Estado, e se aproximar dos 40°C na Grande Porto Alegre até quarta-feira", continua o instituto.
Há ainda alertas laranjas e amarelos do Inmet sobre chuvas intensas até o fim desta segunda-feira por toda a região Centro-Oeste e Norte do país, além de São Paulo, parte do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do interior do Nordeste. A possibilidade de temporais aumenta com o calor intenso, conforme o instituto. O calor pode criar condições favoráveis para temporais isolados e severos. Os dias mais críticos para esse fenômeno são terça e quarta-feira, com projeções de calor extremo na região metropolitana de Porto Alegre.
Essa será a segunda onda de calor de 2025. A primeira ocorreu entre os dias 15 e 19 de janeiro.
Fevereiro deve ser marcado pela ocorrência de La Niña, fenômeno que tem impacto direto no padrão de chuvas. O calor intenso manterá a taxa de evaporação elevada, o que significa que a chuva pode não ser suficiente para compensar a deficiência hídrica em diversas regiões do estado. A previsão é de que o quadro piore a situação de estiagem no RS, que já castiga a produção agropecuária gaúcha pela falta de chuva.