Influenciadora digital que promovia jogos de azar e ostentava vida de luxo é presa em Minas

Suspeita utilizava as redes sociais para divulgar plataformas de apostas não regulamentadas

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Uma influenciadora digital que promovia jogos de azar e ostentava vida de luxo foi presa pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta quinta-feira (20) em Manhuaçu, na Zona da Mata. Na ação, os agentes da PCMG apreenderam carros de alto padrão, equipamentos eletrônicos, relógios, óculos e bolsas sofisticadas.

Conforme a instituição, a prisão faz parte de uma operação nacional realizada em integração com a Polícia Civil do Ceará (PCCE), que se estende para diversas cidades do Brasil. A PCMG reiterou que a influenciadora presa em Manhuaçu utilizava suas redes sociais para divulgar plataformas de apostas não regulamentadas, incentivando seguidores a participar de jogos de azar.

A delegada Thais da Silva Orofino explicou que, na modalidade de caça-níqueis online, há a promessa de prêmios elevados em curto espaço de tempo. “Entretanto, a prática é considerada ilegal no país, conforme a Lei de Contravenções Penais, devido aos riscos financeiros que acarreta aos participantes, além da utilização de uma plataforma ilegal, a qual não possui controle das formas de operação”, esclareceu Thais.

A ação conjunta das polícias civis de Minas Gerais e do Ceará visa ao enfrentamento de crimes cibernéticos e da promoção de jogos ilegais.

O “Jogo do Tigrinho”, também conhecido como Fortune Tiger, é um exemplo de jogo de azar que ganhou notoriedade no Brasil devido à sua ampla divulgação por influenciadores digitais. Esse jogo de caça-níqueis online promete prêmios elevados em curto espaço de tempo, atraindo um número crescente de brasileiros. Entretanto, a prática é considerada ilegal no país, conforme a Lei de Contravenções Penais, devido aos riscos financeiros que acarreta aos participantes, além da utilização de uma plataforma ilegal, a qual não possui qualquer controle das formas de operação.  

Além disso, a promoção desses jogos por influenciadores digitais contribui para a normalização e glamourização de atividades ilícitas, influenciando negativamente jovens e adultos. Tais práticas podem levar os promotores a responder por diversos crimes, incluindo contravenções penais e delitos contra a economia popular. 

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