Criança de 4 anos é encontrada amarrada e com hematomas; mãe e padrasto são presos
Crime ocorreu no município de Goiana, Zona da Mata Norte de Pernambuco
Uma menina de quatro anos foi encontrada amarrada no quintal da casa onde morava, no município de Goiana, Zona da Mata Norte de Pernambuco, na segunda-feira (24). A Polícia Militar encontrou a menina com marcas de agressão e os pés amarrados por fios. A mãe, de 30 anos, e padrasto, de 71, foram autuados em flagrante por tortura e maus-tratos, e encaminhados ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
Em depoimento, os PMs que atuaram na ocorrência relataram que a menina foi encontrada “em estado de choque”, em um espaço “com bastante lixo”. “Inclusive, no local, o depoente viu ratos passando”, diz trecho do depoimento. Presente na casa, a mãe da criança teria dito aos policiais que amarrou a menina porque ela “estava fazendo malcriação”.
Em depoimento, a mulher declarou que “deixou a criança lá por 30 minutos, a fim de repreendê-la”, pois a filha estava “trelando muito”. Ela também admitiu que havia usado um cabo de vassoura para bater na menina naquele dia, o que explicaria as marcas pelo corpo. O casal também negou que a menina sofresse abuso sexual.
A Justiça de Pernambuco mandou soltar a mãe e o padrasto. Na decisão o juiz Rildo Vieira da Silva, plantonista do TJPE, considerou que o padrasto não foi detido em situação de flagrante, motivo pelo qual mandou relaxar a prisão.
Já no caso da mulher, o magistrado homologou o flagrante, mas decidiu que ela poderia responder ao processo em liberdade. Ele também determinou uma série de medidas cautelares – entre elas, não se ausentar da Comarca por mais de 30 dias, não mudar de endereço e manter distância de pelo menos 200 metros da vítima.
“Na hipótese, não vislumbro presentes os requisitos para a decretação da custódia cautelar, pois a autuada não possui antecedentes Criminais e indicou residência fixa, razão pela qual, a princípio, entendo que a autuada em liberdade não coloca em risco a ordem pública ou a aplicação da lei penal”, registrou.
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