Três pessoas que consumiram uma torta de frango adquirida em uma padaria no bairro Serrano, região da Pampulha, em Belo Horizonte, continuam internadas em estado grave. Cleuza Maria de Jesus Dias, de 76 anos, está sob cuidados intensivos na capital, enquanto sua sobrinha, Fernanda Isabella de Morais Nogueira, de 23 anos, e o namorado dela, José Vitor Carrilho Reis, de 24 anos, permanecem entubados em Sete Lagoas.
Segundo Jorge Luiz Morais Dias, filho mais velho de Cleuza, os três pacientes aguardam os resultados de exames para que os médicos possam iniciar o tratamento adequado. Ele informou que há a possibilidade de transferência dos jovens de Sete Lagoas para Belo Horizonte. “Não está sendo fácil. A família toda está em oração, mas temos que ter cuidado. A minha avó, que tem 95 anos, ainda não sabe do ocorrido”, desabafou Jorge Luiz.
Investigação em andamento
A Polícia Civil investiga o caso e considera as hipóteses de envenenamento ou contaminação por toxinas, ou micro-organismos. Exames iniciais apontam três possíveis substâncias químicas como causa da intoxicação: carbamato, organofosforado ou toxina botulínica. Amostras dos produtos alimentícios foram coletadas para análise pericial.
A padaria onde a torta foi adquirida foi interditada pela Vigilância Sanitária devido à falta de alvará sanitário e irregularidades de higiene e estrutura. O proprietário do estabelecimento prestou depoimento à polícia e foi liberado. Ele alegou que os produtos foram preparados por um padeiro freelancer, com quem não mantém mais contato.
A esposa do padeiro, que o acompanhou à delegacia, defendeu o marido, afirmando que ele não tem responsabilidade pela contaminação que todos em sua casa consumiram a torta sem apresentar sintomas.
A Polícia Civil segue apurando os fatos para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e identificar os responsáveis pela intoxicação que colocou a vida das vítimas em risco.