Médica é presa por jogar spray de pimenta em igreja após criança de 2 anos fazer barulho

Episódio aconteceu na Catedral Nossa Senhora do Desterro, em Jundiaí (SP)

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Uma médica, identificada como Livia Maria Ponzoni de Abreu, foi presa suspeita de atacar uma família com spray de pimenta durante uma missa, na Catedral Nossa Senhora do Desterro, em Jundiaí, no interior de São Paulo. O caso aconteceu na noite de domingo (22), após a mulher se irritar com o barulho feito por uma criança de 2 anos. 

A substância causou crise forte de tosse na criança, com vômitos e irritação nos olhos. Eloa também teve ferimentos nos lábios. Os pais da menina caíram no chão após a exposição ao agente químico. O gás se espalhou pela igreja e provocou mal-estar em outros fiéis. 

A médica passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (23) e teve a liberdade provisória concedida, mediante o pagamento de fiança no valor de 20 salários mínimos. 

O pai da menina, que preferiu não se identificar, contou que a esposa dele estava andando com a filha pelo corredor lateral da igreja quando foram abordadas pela suspeita. A médica reclamou do barulho feito pela menina de 2 anos. O pai contou ainda que a esposa se desculpou, mas foi repreendida pela médica. 

Ainda de acordo com o relato da família, em determinado momento da missa, que teve início às 18h30, a médica levantou e foi até onde eles estavam sentados e os atingiu com um jato do spray de pimenta.

Em nota, a Diocese de Jundiaí repudiou o caso e disse que, além de causar tumulto, foi uma "agressão que constitui grave violência contra o espírito de comunhão, respeito e fraternidade" que deveria reinar nos espaços sagrados.

"A Diocese de Jundiaí expressa solidariedade às vítimas do ocorrido e reafirma seu compromisso inegociável com a não violência, a defesa da dignidade humana e a promoção da paz — princípios inalienáveis da fé cristã. Confiamos às autoridades civis a devida apuração dos fatos e a tomada das providências cabíveis, com respeito ao devido processo e à verdade", diz o documento.

O padre Sílvio Andrei, porta-voz da Diocese de Jundiaí, informou que devido uma manutenção interna, as câmeras de segurança da igreja estavam desligadas no domingo à noite e, por isso, não registraram a agressão.

"Pegou-nos todos de surpresa, tanto o padre Rafael Godoi que estava presidindo a Santa Missa, quanto todos os fiéis que estavam participando da missa. Vimos isso como algo caso isolado e, ao mesmo tempo, temos uma certa indignação porque temos que exercitar a paciência e a tolerância uns com os outros. Estamos à disposição da Justiça para qualquer esclarecimento", explicou.

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