A cantora Sandra do Valle Reis, conhecida artisticamente como Sol, foi encontrada morta em sua residência no bairro do Campo Limpo, zona sul de São Paulo, neste sábado (12). A artista, que tinha 69 anos, foi achada sem vida pelo proprietário do imóvel onde morava, conforme informado pela Polícia Civil. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) confirmou o óbito no local.
A Polícia Civil investiga o caso, registrado como morte suspeita no 37º Distrito Policial (Campo Limpo). Em nota, a corporação informou que exames periciais foram solicitados ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa da morte.
O velório de Sol está marcado para esta segunda-feira (14), a partir das 11h, no Cemitério da Vila Formosa, na Zona Leste de São Paulo. Amigos da cantora organizaram uma vaquinha para arrecadar fundos para a cerimônia, já que Sol enfrentava dificuldades financeiras nos últimos anos. Em 2016, ela chegou a ser despejada de um apartamento no Morumbi, bairro nobre da capital paulista.
Trajetória de Sol
Nascida em Santa Catarina, Sol era filha da atriz Jauma Aparecida do Vale Reis e do astrólogo Josebel Ribeiro Reis. Sua carreira começou cedo, aos 7 anos, mas foi aos 16 que ela alcançou fama nacional com o single Meu Gatinho (1981). O sucesso a levou a programas de TV como Clube do Bolinha e Programa Silvio Santos, onde era frequentemente comparada à cantora Gretchen, considerada sua “rival” na época.
Aos 14 anos, Sol fugiu para o Rio de Janeiro com o marido em busca de oportunidades na música. Apesar de ter se formado em Direito, ela nunca exerceu a profissão, dedicando-se integralmente à carreira artística. Nos anos 90, após o fim de seu primeiro casamento, Sol morou por uma década no Japão, onde conheceu seu segundo marido. Após o término dessa relação, retornou ao Brasil.
Em 2000, Sol sofreu um grave acidente de carro em Joinville, Santa Catarina, que a deixou em coma por 12 dias. Na ocasião, o cantor Sérgio Reis custeou sua transferência para São Paulo, onde ela se recuperou. Nos últimos anos, a artista enfrentava dificuldades financeiras e se dedicava a apresentações em eventos beneficentes, mantendo-se ativa apesar de estar afastada da grande mídia.
Em 2022, Sol moveu uma ação judicial contra a cantora Gretchen e os autores da biografia Gretchen: Uma Biografia Quase Não Autorizada, de Fábio Fabrício Fabretti e Gerson Couto. Ela alegou ter sido mencionada de forma pejorativa no livro, citando termos como “Barbie put*”.
A morte de Sol deixa um legado de resiliência e talento, marcado por sucessos musicais e uma vida de altos e baixos. Sua trajetória continua a inspirar fãs e amigos que agora se mobilizam para prestar as últimas homenagens.