EUA revogam vistos de autoridades brasileiras que atuaram no Mais Médicos por receberem cubanos

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O governo dos Estados Unidos anunciou que revogará vistos americanos de funcionários públicos e autoridades brasileiras que trabalharam com o programa Mais Médicos.

Segundo um comunicado, foram retirados os vistos de Mozart Júlio Tabosa Sales, atual secretário de Atenção Especializada à Saúde, do Ministério da Saúde, e de Alberto Kleiman, que foi diretor de Relações Internacionais da pasta.

Kleiman atualmente é coordenador para a COP30 na Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), uma organização intergovernamental, formada por oito países amazônicos: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Com isso, os dois não poderão mais viajar aos Estados Unidos.

De acordo com o governo americano, os dois "desempenharam um papel no planejamento e na implementação do programa. Nossa ação envia uma mensagem inequívoca de que os Estados Unidos promovem a responsabilização daqueles que viabilizam o esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano", diz a nota do governo.

"Hoje, o Departamento de Estado tomou medidas para revogar vistos e impor restrições de visto a vários funcionários do governo brasileiro, ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e seus familiares por sua cumplicidade com o esquema de exportação de mão de obra do regime cubano no programa Mais Médicos", diz o comunicado.

"Esses funcionários foram responsáveis ou envolvidos na cumplicidade do esquema coercitivo de exportação de mão de obra do regime cubano, que explora trabalhadores médicos cubanos por meio de trabalho forçado. Esse esquema enriquece o corrupto regime cubano e priva o povo cubano de cuidados médicos essenciais", prossegue a nota.

"Como parte do programa Mais Médicos do Brasil, esses funcionários usaram a OPAS como intermediária com a ditadura cubana para implementar o programa sem seguir os requisitos constitucionais brasileiros, driblando as sanções dos EUA a Cuba e, conscientemente, pagando ao regime cubano o que era devido aos trabalhadores médicos cubanos. Dezenas de médicos cubanos que atuaram no programa relataram ter sido explorados pelo regime cubano como parte do programa", diz o comunicado.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, é descendente de cubanos que deixaram o país e tem tomado medidas para pressionar o governo da ilha, comandado por uma ditadura desde os anos 1960.

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