Viena Siderúrgica paralisa atividades em Sete Lagoas e acende alerta no setor guseiro

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A Viena Siderúrgica anunciou a paralisação de suas atividades em Sete Lagoas, importante polo nacional do ferro-gusa, a partir da última quinta-feira (14). A decisão, comunicada oficialmente pela empresa nos últimos dias, agrava a crise enfrentada pelo setor na cidade, que já sofre com a queda global nos preços do gusa, redução da demanda interna e os impactos de taxas impostas pelos Estados Unidos.

Em nota, a Viena Siderúrgica informou que, “apesar dos esforços realizados para a contenção das dificuldades do momento”, foi necessário suspender a produção guseira na planta de Sete Lagoas.  Já a unidade da Viena em Açailândia, no Maranhão, segue em operação, conforme confirmado por representantes da planta maranhense.

Crise no Setor de Ferro-Gusa

Sete Lagoas, reconhecida como polo nacional do ferro-gusa, enfrenta desafios crescentes para manter a competitividade do setor. A queda no preço global do produto, aliada à redução da demanda interna, tem pressionado as siderúrgicas locais. Além disso, o setor foi impactado por um aumento de 10% nas taxas de exportação para os Estados Unidos em março deste ano. Embora a ameaça de uma taxação adicional de 40% pelo governo norte-americano, anunciada pelo presidente Donald Trump, não tenha se concretizado, o clima de incerteza persiste.

Com cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos ligados ao setor na cidade, a paralisação da Viena Siderúrgica levanta temores de uma reação em cadeia. No final de julho, uma articulação entre a bancada mineira no Congresso Nacional e o Ministério de Minas e Energia foi iniciada para buscar soluções que evitem o agravamento da crise, mas os resultados ainda não são claros.

A paralisação das atividades da Viena Siderúrgica em Sete Lagoas reforça a necessidade de medidas urgentes para proteger o setor guseiro, que é essencial para a economia local. O poder público municipal já sinalizou preocupação com os impactos socioeconômicos, enquanto lideranças políticas e industriais buscam alternativas para reverter o cenário adverso. A situação da Viena em Açailândia, que segue operando, indica que a crise pode estar mais relacionada a fatores locais ou estratégicos da empresa.

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