Bebê recém-nascido sofre grave queimadura no pé em hospital no Espirito Santo

Mãe de José denunciou em rede social que, horas após o parto, seu filho teria sofrido o ferimento após uma enfermeira colocar um algodão aquecido no pé do bebê para esquentá-lo

Por
4 Min

Um bebê sofreu uma grave queimadura no pé horas após o nascimento, no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra. A mãe da criança, Sara Peisino Barboza, denunciou o caso em seu perfil em rede social na quinta-feira (21). Procurada por A Gazeta, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) disse que a unidade hospitalar se solidariza com a família e abriu um processo interno para "apuração rigorosa dos fatos".

Sara relatou que foi internada no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves na segunda-feira (18) para indução do parto, procedimento indicado por ser uma gravidez de risco, já que ela estava com pressão alta. Ela explicou que o filho, José, nasceu saudável, às 6h de terça-feira (19), em parto normal. Horas depois, o bebê foi levado para um berço aquecido porque estava com a temperatura abaixo do ideal.

Ela disse que, naquele momento, a avó do bebê o acompanhava, enquanto a filha se recuperava no quarto. Sara contou que pouco depois ouviu o choro do filho e sentiu um cheiro de queimado. Ao chegar ao local onde a criança estava, foi informada de que uma enfermeira teria usado um algodão aquecido em uma lâmina para esquentar o pé de José, colocando dentro da meia do recém-nascido, em seguida, o vestiu com o macacão. A criança, segundo ela, teria chorado muito e, quando a avó retirou a roupa, viu que o pé do neto já estava com uma grave queimadura. A meia e o macacão do menino também ficaram queimados, conforme o relato.

José foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do hospital e, depois, transferido para o Hospital Infantil, em Vitória, onde aguarda uma cirurgia para avaliar a profundidade da queimadura.

Meu filho nasceu bem e, horas depois, prejudicaram nossas vidas de uma forma terrível. Sara Peisino Barboza, mãe de José.

“E agora eu não sei quando vou conseguir levar meu filho para casa, estou sem ele e é horrível. Amanhã vai para o centro cirúrgico, vai ter que ficar de jejum para ir para o centro, vão ter que tirar a casca da bolha dele para ver a profundidade, se vai ter sequelas, precisar de enxerto. Ele já está prejudicado, porque não pode mamar à noite”, desabafa.

        Ver esta publicação no Instagram                      

Uma publicação partilhada por Oia Notícias (@oianoticias)

Sesa determina afastamento de servidores

Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que determinou à direção do hospital que os profissionais potencialmente envolvidos no caso sejam afastados.

Coren-ES vai avaliar conduta de profissional

Por nota, o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-ES) informou que ainda não recebeu denúncia, mas que vai avaliar a conduta da enfermeira que atendeu o bebê. O Hospital Jayme dos Santos Neves lamentou o caso e prestou solidariedade à família.

Leia Também