Mais de 4 mil peixes são encontrados mortos no Rio Paraopeba, em Minas Gerais

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Mais de quatro mil peixes foram encontrados mortos no Rio Paraopeba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, desde o último sábado (6/9), segundo relatos de moradores e pescadores. Imagens captadas nesta quarta-feira (10/9) mostram centenas de peixes sem vida acumulados às margens do rio, em um trecho localizado no município de Esmeraldas.

A principal suspeita, segundo Heleno Maia, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba (CBH Paraopeba), é que um produto químico tenha sido despejado no rio na noite de sexta-feira (5/9), com origem próxima à foz do Rio Betim. “Ainda não sabemos do que se trata, mas acreditamos que será possível identificar os responsáveis pela contaminação com mais facilidade, já que o ponto de origem parece estar concentrado na foz do Rio Betim”, afirmou.

Monitoramento e investigação

Equipes do CBH Paraopeba e da Defesa Civil dos municípios da região estão percorrendo o rio para mapear as áreas mais afetadas. O trecho monitorado abrange desde a confluência com o Rio Betim, que deságua no Paraopeba, até a Represa de Três Marias, em Felixlândia, um dos maiores reservatórios de Minas Gerais. Amostras de água foram coletadas para análise, mas os resultados devem levar cerca de dez dias para serem concluídos.

Até o momento, as autoridades descartaram a possibilidade de que a mortandade tenha origem em trechos a montante do Rio Betim ou esteja diretamente relacionada a grandes indústrias da região. Também foi afastada qualquer ligação com resquícios do rompimento da barragem de Brumadinho, ocorrido em 2019. “É um caso que precisa ser tratado com cautela. O que sabemos é que não se trata de um evento natural, e sim de uma contaminação com algum reagente químico”, reforçou Heleno Maia.

Impacto ambiental e próximos passos

A mortandade em massa de peixes levanta preocupações sobre o impacto ambiental no Rio Paraopeba, que é essencial para o abastecimento de água, pesca e atividades agrícolas na região. O CBH Paraopeba intensificou o monitoramento contínuo do rio e espera que as análises das amostras de água tragam respostas sobre a natureza da contaminação e os possíveis responsáveis.

As autoridades pedem que a população local evite o consumo de peixes do rio e denuncie qualquer atividade suspeita que possa estar relacionada ao caso. Novas atualizações serão divulgadas assim que os resultados das análises estiverem disponíveis.

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