Uma luz intensa, semelhante a uma “bola de fogo”, cortou o céu de diversas cidades do Norte de Minas Gerais e do Vale do Jequitinhonha na noite desta segunda-feira (27). O espetáculo luminoso, que durou poucos segundos, deixou moradores impressionados e gerou uma enxurrada de vídeos e relatos nas redes sociais.
Em um dos registros mais compartilhados, gravado na cidade de Medina, uma moradora filma o céu e exclama, surpresa: “O que é isso? Um cometa?”. As imagens rapidamente viralizaram, despertando curiosidade e especulações entre internautas de várias regiões.
De acordo com a Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon), o fenômeno não era um meteoro ou cometa, mas sim a reentrada atmosférica de um foguete chinês do modelo Longa Marcha 7A. “Esse foguete foi lançado em 29 de junho do ano passado e tinha como objetivo levar um satélite chinês para a órbita geoestacionária. Já havia expectativa de que esse objeto reentrasse, e isso de fato ocorreu ontem”, explicou o diretor técnico da Bramon, Marcelo Zurita.
A “bola de fogo” foi avistada por volta das 21h50 em diversas partes do país. O maior número de relatos veio da Bahia, seguido por Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal. Na região mineira, moradores de cidades como Montes Claros, Espinosa, Ibiaí, Porteirinha, Salinas, Medina e São Pedro do Jequitinhonha compartilharam suas experiências nas redes sociais, descrevendo um brilho intenso que iluminou o céu noturno.
Fenômeno semelhante em maio
Este não é o primeiro caso do tipo registrado na região. Em maio deste ano, moradores de cidades em Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal relataram um evento similar. Na ocasião, a Bramon confirmou que a “bola de fogo” era o estágio de um foguete Falcon 9, da empresa SpaceX, fundada pelo empresário Elon Musk. Lançada em 2014, essa parte do foguete se desprendeu durante o voo e, após mais de 10 anos em órbita, desintegrou-se ao reentrar na atmosfera.
Especialistas da Bramon destacam que reentradas de detritos espaciais como esses são cada vez mais comuns devido ao aumento de lançamentos de foguetes e satélites ao redor do mundo. Embora impressionantes, esses eventos geralmente não representam risco à população, pois a maior parte do material se queima na atmosfera. A rede continua monitorando o céu brasileiro para identificar e explicar