Uma ocorrência inusitada mobilizou a Polícia Militar na manhã de sexta-feira (7) em Sete Lagoas, no bairro Vila Brasil. Um homem, identificado pelas iniciais L.F.M., acionou o 190 alegando ter sido vítima de furto de seu celular durante uma noite em uma boate local. No entanto, as investigações revelaram que a história era uma tentativa de encobrir uma dívida não quitada por serviços sexuais e consumo de drogas.
De acordo com o boletim de ocorrência, L.F.M. relatou inicialmente que havia passado a noite na boate na companhia de mulheres e que uma delas teria subtraído seu aparelho celular. A versão, porém, não se sustentou por muito tempo. Durante as apurações no local, o homem mudou o depoimento e confessou a verdade: ele havia deixado o celular como garantia de pagamento por uma dívida acumulada dentro do estabelecimento.
A polícia apurou que L.F.M. consumiu drogas e contratou programas sexuais com duas pessoas, identificadas pelas iniciais P.A.A.S. e S.R.A.F. O valor total das despesas chegou a aproximadamente R$ 410,00, que não foram pagos no momento. Diante da impossibilidade de quitar a conta, o autor optou por inventar o furto e chamar as autoridades, na tentativa de induzir os militares ao erro e recuperar o aparelho sem arcar com as consequências.
Os policiais verificaram as versões dos envolvidos, ouviram testemunhas presentes na boate e constataram a falsa comunicação de crime. L.F.M. foi conduzido à delegacia, onde assinou um termo circunstanciado pelo delito. Ele foi liberado logo após o registro da ocorrência, mas responderá pelo ato em liberdade.
Casos como esse destacam os desafios enfrentados pela PM em ocorrências que, à primeira vista, parecem rotineiras, mas revelam tentativas de fraude. A boate não foi identificada no boletim, e as investigações sobre eventuais irregularidades no local não foram detalhadas.