Sete Lagoas já respira o clima natalino. A iluminação especial na Feirinha — inaugurada no último fim de semana pela Prefeitura — vem atraindo grande público e reforçando o sentimento coletivo de celebração, esperança e convivência. Mas além do encantamento, a ambientação também cumpre um papel estratégico: impulsiona o comércio e contribui para movimentar a economia no período mais favorável às vendas.
O chamado “espírito natalino”, independentemente de crença religiosa, cria um ambiente emocional naturalmente propício à interação social, ao encontro e à tradição de presentear. Para o setor produtivo, essa atmosfera é fundamental. Pesquisas e especialistas já confirmam que decisões de compra são fortemente influenciadas por estímulos emocionais — e o Natal é, historicamente, o momento de maior aceleração do consumo no Brasil.
Quando o poder público se empenha em construir uma cidade iluminada, acolhedora e preparada para receber moradores e visitantes, são criadas condições ainda mais favoráveis para que o comércio local se fortaleça. O prefeito Douglas Melo destaca que essa ambientação tem efeito direto na economia. “O clima natalino aquece o comércio, estimula o turismo e reforça o orgulho das pessoas pela cidade. É um investimento que se paga, porque o retorno é social e econômico”, afirma.
Além disso, o turista — personagem cada vez mais presente na rotina sete-lagoana — também se beneficia e contribui para o movimento positivo. Em sua melhor predisposição para vivenciar experiências, ele se integra à população local e amplia ainda mais o fluxo de consumo em restaurantes, bares, lojas e serviços.
Levantamento da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado (FCDL-MG) mostra por que o Natal permanece como a principal data do varejo. Cerca de 19 milhões de mineiros (90% dos consumidores) pretendem realizar compras este mês, movimentando cerca de R$ 5,8 bilhões no Estado. Em Belo Horizonte, o valor esperado gira em torno de R$ 2,5 bilhões. Entre os itens mais procurados no período estão Vestuário (30,2%), Calçados (17,4%), Perfumes e Cosméticos (15,1%) e Brinquedos (10,2%).
De acordo com o economista da FCDL-MG, Vinícius Carlos Silva, dois fatores impulsionam fortemente o consumo: o apelo emocional do Natal e o pagamento do 13º salário. “Esses elementos potencializam a vontade de presentear e tornam o período extremamente favorável para lojistas e consumidores”, afirma.