A Polícia Militar prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (10), um homem acusado de tentar sufocar e agredir a própria mãe em Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais. A ação policial foi desencadeada após denúncia recebida pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM), que indicava um possível caso de violência doméstica no endereço informado.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima relatou que, ao chegar em casa entre 19h e 20h, estava preparando o jantar e se organizando para tomar seus medicamentos quando o filho se aproximou por trás e a segurou fortemente pela cintura. Embora o suspeito alegasse que se tratava de um abraço, a mulher afirmou que ele tentou sufocá-la, aplicando pressão que a fez perder momentaneamente a respiração. Após se desvencilhar, ela passou a sentir fortes dores no peito e chegou a vomitar.
Horas depois, ao tentar dialogar com o filho sobre o ocorrido, a vítima foi alvo de ofensas verbais agressivas. Ela revelou aos policiais que sofre ameaças constantes de morte por parte dele, mas nunca havia registrado boletim de ocorrência anteriormente, na tentativa de protegê-lo devido a problemas de saúde do suspeito e pelo vínculo familiar. No entanto, diante da escalada da violência, decidiu acionar as autoridades.
Durante a abordagem policial, o homem foi informado sobre seu direito constitucional ao silêncio, mas optou por prestar declarações. Ele negou todas as acusações, afirmando que não agrediu a mãe e que estava em seu quarto no momento dos fatos. O suspeito alegou que a vítima teria problemas psiquiátricos e faria acusações infundadas.
Com base nos relatos da vítima e nas circunstâncias observadas no local, os militares deram voz de prisão ao homem pelo crime de violência doméstica, enquadrado na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de plantão em Sete Lagoas, onde o caso segue sob investigação.
A vítima recusou atendimento médico no local, mas recebeu orientações detalhadas sobre seus direitos e sobre a possibilidade de solicitar medidas protetivas de urgência previstas na legislação, como o afastamento do agressor do lar e a proibição de aproximação.
Casos de violência doméstica podem ser denunciados anonimamente pelo Disque 180 ou diretamente à Polícia Militar pelo 190. A Lei Maria da Penha reforça a importância de romper o ciclo de agressões, protegendo vítimas em situações de vulnerabilidade familiar.