Morador de Sete Lagoas perde R$ 6.700 em golpe de venda de carro no WhatsApp após clonagem de conta

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Um homem de 54 anos foi vítima de um golpe aplicado por meio do WhatsApp, resultando em um prejuízo de R$ 6.700. O caso foi registrado no 25º Batalhão de Polícia Militar de Sete Lagoas, e a Polícia Civil investiga o crime.

De acordo com o boletim de ocorrência, a fraude começou na última quarta-feira, 10 de dezembro, quando a vítima recebeu mensagens de um número desconhecido, mas com foto de perfil de um amigo próximo. O golpista, se passando pelo conhecido, anunciava a venda de um Volkswagen Gol prata e iniciou negociações para a compra do veículo.

Durante a conversa, o falsário solicitou documentos pessoais da vítima para supostamente formalizar a transação. Em seguida, convenceu o homem a realizar duas transferências bancárias via Pix, como forma de pagamento pelo carro. A primeira transferência foi de R$ 6.200, e a segunda, de R$ 500, ambas enviadas para a mesma chave Pix a partir da conta da vítima no Banco Santander.

Desconfiado da situação, o morador de Sete Lagoas entrou em contato diretamente com o amigo verdadeiro, que informou ter sofrido clonagem de seu número de telefone. Foi então que a vítima percebeu ter caído no golpe e procurou a polícia para registrar a ocorrência.

Esse tipo de fraude, conhecida como "golpe da clonagem de WhatsApp", tem se tornado comum em todo o país. Criminosos clonam contas de contatos confiáveis para abordar amigos e familiares, solicitando dinheiro ou simulando negócios urgentes, como vendas de veículos ou pedidos de empréstimo.

A Polícia Civil de Minas Gerais já investiga o caso, com foco na identificação da conta beneficiária das transferências e no rastreamento dos responsáveis. Autoridades recomendam que a população ative a verificação em duas etapas no WhatsApp e desconfie de pedidos de dinheiro ou documentos via mensagens, mesmo de números conhecidos.

Casos semelhantes de golpes envolvendo negociações falsas de veículos têm sido registrados em diversas regiões de Minas Gerais, destacando a necessidade de cautela em transações online.

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