Chuvas deixam cerca de 3,5 mil pessoas fora de casa em Minas e provocam três mortes
As fortes chuvas que atingem Minas Gerais já deixaram cerca de 3,5 mil pessoas fora de casa, entre desabrigados e desalojados, além de três mortes confirmadas, segundo dados da Defesa Civil estadual. Até o momento, 46 municípios decretaram situação de emergência em decorrência de ocorrências relacionadas aos temporais.
Os números foram divulgados nesta quarta-feira (21). O estado enfrenta uma semana marcada por instabilidade climática, com previsão de tempestades ao menos até sexta-feira (23). Diante do cenário, alertas vêm sendo emitidos diariamente pelas autoridades.
De acordo com o levantamento, 457 pessoas estão desabrigadas — aquelas que precisaram deixar suas casas e buscar abrigo em espaços públicos, como escolas e ginásios, devido a danos estruturais ou risco iminente às moradias. Já os desalojados somam cerca de 3 mil, moradores que saíram de casa por causa das chuvas, mas conseguiram se hospedar temporariamente com parentes ou amigos.
Entre as cidades mais afetadas está Pescador, no Vale do Rio Doce. No município, ruas e avenidas foram transformadas em verdadeiros rios, com a água invadindo casas e comércios e causando prejuízos significativos à população.
Mortes no período chuvosoDesde o início do período chuvoso, três óbitos foram registrados em Minas Gerais. A ocorrência mais recente aconteceu em Pouso Alegre, no Sul do estado, onde um menino de 7 anos morreu após ser arrastado por uma enxurrada durante um forte temporal no bairro João Paulo II. A criança brincava com outras duas em um córrego quando o nível da água subiu repentinamente. O corpo foi localizado dois dias depois.
A segunda morte foi registrada em São Thomé das Letras, também no Sul de Minas. Ana Paula de Jesus Oliveira, de 30 anos, moradora da Região Metropolitana de Belo Horizonte, morreu após ser atingida por um raio. O primeiro óbito do período chuvoso ocorreu em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Situação de emergênciaSegundo a Defesa Civil, os municípios em situação de emergência enfrentam problemas como alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra, quedas de árvores e danos estruturais em residências, o que levou à retirada preventiva ou forçada de moradores de áreas consideradas de risco.
A decretação da situação de emergência permite que as prefeituras adotem medidas mais rápidas de assistência à população afetada e solicitem apoio dos governos estadual e federal.
Previsão segue críticaA Defesa Civil alerta que Minas Gerais permanece sob instabilidade atmosférica, com previsão de chuvas fortes, rajadas de vento e descargas elétricas em diversas regiões nos próximos dias. A orientação é para que a população evite áreas de risco, como encostas, margens de córregos e vias sujeitas a alagamentos, além de seguir rigorosamente as recomendações dos órgãos de emergência.
Em caso de perigo iminente, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193, e a Defesa Civil municipal, pelo 199.
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