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Em um mundo em que a ciência forense evolui a passos largos, uma técnica pouco conhecida no Brasil tem se destacado como uma ferramenta inovadora nas investigações criminais: a odorologia forense. Essa metodologia, que une a extraordinária capacidade olfativa dos cães ao rigor científico pericial, tem como um de seus maiores expoentes o médico veterinário argentino Dr. Mário Rolando Rosillo reconhecido mundialmente como o “pai da odorologia forense”.
Quem é Mário Rolando Rosillo Dr. Mário Rolando Rosillo, médico veterinário argentino, é um dos principais especialistas em odorologia forense, neurofisiologia olfativa canina, etologia e adestramento especializado de cães. Ele iniciou sua atuação na década de 1980, quando já estava à frente de projetos de identificação olfativa humana e aplicação de cães em contextos investigativos na Argentina. Ao longo de mais de três décadas, Rosillo consolidou sua carreira como pioneiro nessa disciplina científica e pericial, capacitando profissionais, orientando equipes caninas e desenvolvendo metodologias especializadas usadas hoje em investigações em diferentes países.
Reconhecido por seu papel fundamental na institucionalização da odorologia forense, Rosillo teve sua experiência requisitada em eventos científicos, capacitações oficiais e na criação de protocolos que fortalecem o emprego dessa técnica como instrumento auxiliar nas ciências forenses.
Segundo relatos de imprensa, Rosillo já participou de mais de 280 casos forenses na Argentina, sendo chamado frequentemente como perito em investigações de grande repercussão. Sua expertise foi reconhecida por instituições importantes, recebendo inclusive honras e distinções por contribuir ao avanço das ciências forenses em seu país.
O que é Odorologia Forense? A odorologia forense é uma disciplina da ciência forense que utiliza cães especialmente treinados para identificar, comparar e analisar odores humanos deixados em cenas de crimes, objetos ou vestígios. A base dessa técnica está no fato de que cada pessoa possui um odor único, composto de compostos orgânicos voláteis (COVs) originados por processos naturais do corpo humano. Esses odores podem ser depositados em superfícies e preservados por um tempo suficiente para que cães treinados os detectem e os associem a um indivíduo específico.
Diferente do rastreamento tradicional onde o cão segue um rastro no ambiente , na odorologia forense o trabalho é comparativo e científico: o odor coletado da cena é apresentado ao cão juntamente com amostras de odor de suspeitos ou vítimas para que o animal determine se existe correspondência ou não. Quando o cão identifica uma correspondência, isso indica que a pessoa esteve naquele local ou teve contato com o objeto analisado.
Como Funciona o Trabalho de Odorologia Forense O processo envolve várias etapas altamente controladas:
1. Coleta de Amostras Odorosas: vestígios de odor humano são coletados com protocolos rígidos, usando materiais que preservem os Compostos Orgânicos Voláteis sem contaminação.
2. Preservação e Armazenamento: as amostras de odor são armazenadas de forma segura, muitas vezes em bancos específicos, garantindo que o odor permaneça intacto até ser apresentado ao cão.
3. Treinamento Canino Especializado: cães passam por um treinamento meticuloso baseado em reforço positivo, aprendendo a identificar odores específicos e a sinalizar positivamente quando uma amostra corresponde a um suspeito.
4. Comparação e Indicação: o cão cheira as amostras reunidas em condições controladas e, quando reconhece o odor alvo, indica positivamente ao operador, oferecendo uma evidência pericial que pode ajudar a direcionar a investigação.
Embora essa técnica não substitua outras provas mais tradicionais, ela pode ser um auxílio crucial nas investigações criminais, especialmente quando outros vestígios podem estar ausentes ou comprometidos.
A Ligação com o Brasil: Glauco Lima e a Odorologia Forense No Brasil, o adestrador Glauco Lima, reconhecido por seu trabalho com cães de assistência, não atua diretamente em odorologia forense no país. No entanto, sua formação na Associação Italiana de Odorologia Forense, com curso ministrado e certificado pelo próprio Professor Mário Rolando Rosillo, o coloca como um discípulo dessa filosofia científica, mesmo que sua atuação profissional esteja voltada para outro campo de aplicação canina.
Glauco Lima sempre valorizou a importância das capacidades olfativas caninas e reconhece que o trabalho de Rosillo não apenas transformou a maneira como se entende o faro canino nas investigações, mas também abriu portas para que profissionais brasileiros possam buscar formação internacional em odorologia forense.
Motivado pelo desejo de difundir essa ciência no Brasil, Glauco convidou o Professor Mário Rolando Rosillo a desenvolver mais matérias, cursos e conteúdos voltados ao público brasileiro, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a odorologia forense e sua aplicação no contexto nacional.
Conclusão A odorologia forense representa uma fronteira promissora dentro das ciências forenses ao utilizar a extraordinária capacidade olfativa dos cães para identificar traços de odor humano e colaborar com investigações criminais. No coração dessa técnica encontra-se o trabalho visionário do Dr. Mário Rolando Rosillo, que dedicou décadas ao aperfeiçoamento dessa disciplina. Hoje, sua influência ultrapassa fronteiras, conectando profissionais de todo o mundo, incluindo o Brasil, onde nomes como Glauco Lima começam a chamar atenção para o potencial desta ciência.
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EDUARDO GIOELI MICHELETTO JOEL
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