O décimo terceiro do INSS é um dos pagamentos mais esperados por aposentados e pensionistas a cada ano. Para 2026, algumas definições ainda aguardam anúncio oficial, mas já existem regras consolidadas que orientam o processo. Veja o que já é certo e o que ainda pode ser alterado.
Como funciona o pagamento do 13º?
O abono anual dos aposentados e pensionistas do INSS é tradicionalmente dividido em duas parcelas, pagas ao longo do segundo semestre. Nos últimos anos, no entanto, o governo federal optou por antecipar os pagamentos para o primeiro semestre.
O crédito é feito diretamente na mesma conta utilizada para o recebimento do benefício mensal, o que facilita a identificação pelo segurado. Em geral, a primeira parcela corresponde a até 50% do valor do benefício, enquanto a segunda pode incluir descontos obrigatórios, como o Imposto de Renda, quando aplicável.
Quem tem direito ao décimo terceiro?
Têm direito ao décimo terceiro INSS os segurados que recebem benefícios previdenciários do INSS, como aposentadorias, pensões por morte e auxílios que garantem o pagamento do abono anual.
Já os beneficiários do BPC/LOAS não têm direito ao 13º salário, pois esse é um benefício de caráter assistencial, sem contribuição previdenciária. Entender essa diferença é fundamental para evitar expectativas equivocadas.
Quando os pagamentos começam?
O calendário oficial do pagamento do 13º do INSS em 2026 ainda não foi divulgado. Embora exista a expectativa de antecipação, com base no que ocorreu em anos anteriores, qualquer definição de datas depende de decisão formal do governo federal.
Tradicionalmente, quando divulgado, o calendário é organizado de acordo com o número final do benefício, desconsiderando o dígito verificador. Sem anúncio oficial, não é possível confirmar mês ou dia exatos para o início dos depósitos.
Há desconto de imposto de renda no 13º?
O décimo terceiro salário pode sofrer retenção de Imposto de Renda, a depender do valor total recebido e da faixa de tributação em que o beneficiário se enquadra. Muitos aposentados permanecem dentro da faixa de isenção e não têm desconto.
Quando há cobrança, ela costuma ocorrer na segunda parcela do 13º, após o cálculo do valor total devido. A alíquota aplicada segue a tabela vigente da Receita Federal e varia conforme a renda e a situação tributária de cada segurado.
O que já está definido e o que ainda depende de confirmação
Já está definido que o pagamento do 13º do INSS ocorre em duas parcelas, depositadas na mesma conta do benefício mensal, e que as regras sobre quem tem direito — como a exclusão dos beneficiários do BPC/LOAS — permanecem válidas.
Por outro lado, o calendário de pagamentos e a eventual antecipação para 2026 ainda dependem de confirmação oficial por parte do governo federal. Acompanhar os comunicados do INSS é a forma mais segura de se planejar financeiramente com base em informações atualizadas e confiáveis.
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Aline Pereira da Silva
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