Tragédia em MG: número de mortos pelas chuvas na Zona da Mata sobe para 69

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O número de vítimas fatais causadas pelas fortes chuvas que atingem a Zona da Mata mineira subiu para 69 pessoas, conforme boletim mais recente divulgado pelas autoridades nesta sexta-feira (27).

As cidades mais impactadas pelo temporal continuam sendo Juiz de Fora e Ubá, onde os deslizamentos de terra e enchentes provocados pelo excesso de chuva deixaram bairros inteiros devastados. Após o encontro de um novo corpo no bairro Parque Burnier, equipes de resgate encerraram as buscas no local mais atingido, porém a operação segue em outros pontos da região.

Situação das buscas e desaparecidos

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e a Polícia Civil, quatro pessoas ainda estão desaparecidas entre os municípios afetados — inclusive um menino de 9 anos, que continua sendo procurado no bairro Paineiras, em Juiz de Fora.

Equipes de resgate atuaram por dias em áreas onde deslizamentos soterraram casas e famílias, com apoio de veículos especializados e do poder público local, além de voluntários organizados em mutirões de busca.

Devastação e impacto social

As chuvas intensas, que começaram na madrugada de segunda-feira (23) e se estenderam por vários dias, provocaram deslizamentos, enchentes e o isolamento de bairros, deixando milhares de moradores desalojados ou sem acesso a serviços essenciais. Registros oficiais apontam que diversas residências foram completamente destruídas ou arrastadas.

Especialistas meteorológicos observaram volumes de precipitação bem acima da média histórica para o mês de fevereiro, o que contribuiu para a instabilidade do solo e o agravamento dos deslizamentos — um fenômeno reforçado por enchentes atípicas em córregos e rios da região.

Reações das autoridades

As autoridades estaduais e municipais declararam situação de emergência em várias áreas afetadas, mobilizando órgãos de defesa civil, saúde pública e assistência social. A estrutura de atendimento inclui postos de acolhimento para desalojados, distribuição de alimentos e água potável, além de atendimento psicológico às famílias enlutadas.

Líderes comunitários e representantes dos governos local e estadual prometeram intensificar o suporte às comunidades atingidas, destacando a importância de reconstruir infraestrutura e apoiar a recuperação socioeconômica das localidades mais afetadas.

Moradores relatam cenas de destruição jamais vistas na região, com ruas transformadas em rios de lama, veículos levados por correntezas e casas soterradas. O impacto emocional para quem perdeu parentes ou bens é profundo, e as equipes de voluntários têm se mobilizado para ajudar na identificação de vítimas, salvamento de sobreviventes e na distribuição de suprimentos básicos.

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