Segundo Hegseth, Washington prefere atuar em parceria com governos latino-americanos, mas não descarta agir sozinho caso os países da região não intensifiquem o combate ao narcotráfico. Durante o encontro, autoridades americanas defenderam que organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas devem ser tratadas como grupos de “narcoterrorismo”.
O secretário também pediu que os países da América Latina adotem uma postura mais agressiva contra os cartéis. A conferência, chamada “Américas contra os cartéis”, reuniu representantes de segurança e defesa para discutir estratégias de combate às organizações criminosas que atuam na região e impactam diretamente o fluxo de drogas para os Estados Unidos.
De acordo com o governo americano, a estratégia faz parte de uma política mais ampla que considera o narcotráfico uma ameaça à segurança nacional dos EUA. Autoridades de Washington defendem que o uso de força militar pode ser necessário para enfraquecer redes criminosas transnacionais que operam em diversos países do continente.
Nos últimos meses, o governo norte-americano tem intensificado ações e cooperação militar com alguns países da região no combate ao crime organizado, ampliando a atuação das forças de segurança e inteligência contra grupos ligados ao tráfico internacional de drogas. Analistas, no entanto, alertam que a possibilidade de intervenções unilaterais pode gerar tensões diplomáticas e debates sobre soberania entre os países latino-americanos.
A discussão ocorre em meio ao aumento da violência relacionada ao narcotráfico em diversos países do continente e ao crescimento do poder de cartéis e organizações criminosas transnacionais.