Corpo parado, saúde em alerta

Esta semana, em 10 de março, foi celebrado o Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo, data que chama a atenção para a importância da atividade física regular como pilar da saúde, principalmente na prevenção e o controle da obesidade

Por Edna Vairoletti
5 Min

Corpo parado, saúde em alerta
Imagem Freepik
Exercitar-se é um desafio para muitas pessoas e um grande prazer para outras. Nessa trajetória, porém, é fundamental ter em mente que o equilíbrio é essencial. Tanto a falta de movimento quanto o excesso e ultrapassagem de limites podem trazer sérios prejuízos à saúde. Em ambos os extremos, a orientação de um especialista é indispensável para manter um corpo ativo, em forma e saudável.

Esta semana, em 10 de março, foi celebrado o Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo, data que chama a atenção para a importância da atividade física regular como pilar da saúde, principalmente na prevenção e o controle da obesidade - condição que segue em ritmo crescente e acelerado em todo o mundo.

“O sedentarismo está diretamente associado ao aumento do peso corporal e ao risco de doenças crônicas, como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares. Incorporar movimento à rotina, por meio de caminhadas, exercícios estruturados ou atividades do dia a dia, é um primeiro passo de extrema relevância, em uma estratégia simples, acessível e eficaz, capaz de melhorar a qualidade de vida, preservar a saúde metabólica e reduzir os impactos da obesidade a longo prazo”, explica Prof. Dr. Durval Ribas Filho - Médico Nutrólogo, Fellow da The Obesity Society – TOS (USA), Presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

O especialista enumera os principais riscos do sedentarismo, que se agravam quando mantidos por longos períodos:
  • Escalada da obesidade: a baixa prática de atividade física favorece o ganho de peso e o acúmulo de gordura corporal.
  • Ligação com doenças cardiovasculares: mais probabilidade de hipertensão, infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
  • Interferência no diabetes tipo 2: a falta de exercícios físicos contribui para a resistência à insulina e alterações no metabolismo da glicose.
  • Descontrole do colesterol: maior chance de aumento do LDL (“colesterol ruim”) e redução do HDL (“colesterol bom”).
  • Perda de massa muscular e óssea: favorece o desenvolvimento de sarcopenia, osteopenia e osteoporose, especialmente no processo natural de envelhecimento.
  • Mais problemas articulares: eleva a incidência de dores na coluna, joelhos e ombros, além de rigidez muscular.
  • Impactos na saúde mental: elevação do risco de ansiedade, depressão e estresse.
  • Redução da capacidade funcional: diminuição da disposição, da resistência física e da autonomia para atividades diárias.
  • Mortalidade precoce: o sedentarismo é um dos principais fatores de risco evitáveis para morte prematura.
Movimento: pequenas mudanças, grandes impactos
A prática regular de atividade física, mesmo em intensidade leve a moderada, já traz benefícios. “Não é necessário adotar mudanças radicais. Estratégias fáceis de se tornarem hábito, progressivas e sustentáveis são mais eficazes para incorporar o movimento à rotina e preservar a saúde, sempre com orientação profissional, para trazer segurança e melhores resultados”, orienta o médico nutrólogo, que dá dicas por onde começar.
  • Inicie aos poucos: escolha atividades leves, como caminhadas curtas, e aumente gradualmente o tempo e a intensidade.
  • Incorpore o movimento ao dia a dia: troque um andar de elevador por escadas; caminhe pequenas distâncias, como descer do transporte um ponto antes do destino; faça pausas ativas, evite longos períodos sentado e levante-se com mais frequência, mesmo que seja apenas para circular pela casa, ir ao quintal ou descer à portaria do prédio. São atitudes simples, mas que já fazem diferença.
  • Estabeleça metas realistas: objetivos possíveis de alcançar ajudam a manter a motivação e a regularidade dos exercícios. Metas muito distantes podem gerar frustração e desestímulo.
  • Escolha atividades prazerosas: unir movimento a práticas que promovem bem-estar emocional, como dança, bicicleta, natação ou esportes individuais e em grupo, aumenta a adesão.
  • Crie uma rotina: definir dias e horários facilita para se criar o hábito de exercita-se.
  • Adote a lógica do “menos é mais”: mesmo 10 a 15 minutos de exercício já poder trazer resultados.
  • Associe exercício a outros cuidados: a combinação com alimentação equilibrada e sono adequado potencializam os benefícios para o organismo.

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EDNA APARECIDA VAIROLETTI
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FONTE: www.vspresscomunicacao.com.br
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