Um ataque a tiros registrado na tarde desta terça-feira (5) chocou o estado do Acre e reacendeu o debate sobre segurança nas escolas brasileiras. O caso ocorreu no Instituto São José, em Rio Branco, e terminou com duas funcionárias mortas e vários feridos.
De acordo com informações das autoridades, o autor dos disparos é um adolescente de 13 anos, aluno da própria instituição. Ele foi apreendido logo após o crime e está sob custódia do Estado.
Segundo a Polícia Militar, o jovem entrou armado na escola e efetuou disparos dentro das dependências da instituição. Ao menos quatro pessoas foram atingidas inicialmente, entre elas três funcionárias e um estudante.
Outras informações apontam que o número de feridos pode chegar a cinco alunos, que foram socorridos e encaminhados para o pronto-socorro da capital acreana.
Testemunhas relataram momentos de pânico e correria. Funcionárias teriam tentado conter o atirador para proteger os estudantes, o que pode ter evitado uma tragédia ainda maior.
As duas vítimas fatais eram inspetoras da escola e foram identificadas como:
Ambas morreram ainda no local após serem atingidas pelos disparos.
A arma utilizada no crime, uma pistola calibre .380, pertencia ao padrasto do adolescente, que é policial. O homem foi conduzido para prestar esclarecimentos.
As motivações do ataque ainda são desconhecidas e estão sendo investigadas pelas autoridades. O Ministério Público acompanha o caso por meio de grupos especializados.
Em resposta ao ataque, o governo do Acre determinou a suspensão das aulas na rede estadual por três dias. A medida visa garantir a segurança de alunos e profissionais, além de permitir apoio psicológico à comunidade escolar.
O crime gerou grande comoção no estado e em todo o país. Entidades educacionais e autoridades manifestaram pesar pelas mortes e solidariedade às famílias das vítimas.
O caso entra para a lista de ataques em ambiente escolar no Brasil e reforça o alerta sobre a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção da violência nas escolas.