De acordo com o boletim de ocorrência, o homem foi identificado como Eduardo Ignacio. Ele teria feito fotos e vídeos do menino dentro do trem turístico e enviado o material por aplicativo de mensagens junto de comentários ofensivos sobre a cor da pele da criança. Em uma das mensagens, o suspeito escreveu em espanhol: “Posso levá-lo como escravo”.
A mãe da criança foi alertada por uma passageira que percebeu a atitude suspeita do estrangeiro. Segundo relato da mulher, ela confrontou o argentino e conseguiu acessar o celular dele, onde encontrou as imagens do filho e as mensagens discriminatórias. Ela fotografou a tela do aparelho para registrar as provas.
Ainda conforme a ocorrência, passageiros e funcionários da segurança da Maria Fumaça ajudaram a conter o suspeito até a chegada da Polícia Militar. O homem foi encaminhado para a delegacia da Polícia Civil em São João del-Rei, onde permaneceu detido. O celular dele foi apreendido para perícia.
O caso foi registrado com base na Lei nº 7.716/1989, que trata dos crimes de racismo e discriminação. As autoridades investigam se houve outros conteúdos criminosos compartilhados pelo suspeito.
Em nota, a empresa VLI, responsável pela operação da Maria Fumaça, afirmou repudiar qualquer forma de racismo e informou que colaborou imediatamente com as autoridades após tomar conhecimento do caso.