Bebê indígena da etnia Warao morre por desnutrição em hospital de Betim

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Uma criança indígena da etnia Warao, de apenas 1 ano e 4 meses, morreu nesta quinta-feira (29) no Hospital Regional de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após dar entrada na unidade em estado grave de desnutrição e desidratação.

O caso gerou comoção e levantou denúncias sobre falhas na assistência à saúde prestada à comunidade indígena que vive na ocupação Mãe Terra, em Betim. Segundo informações divulgadas pela imprensa, moradores afirmam que a comunidade estaria há mais de dois anos sem acompanhamento regular de um Agente Comunitário de Saúde (ACS).

De acordo com relatos apresentados em um documento encaminhado a órgãos de fiscalização, a menina teria permanecido cerca de oito dias sem conseguir se alimentar ou ingerir líquidos antes de receber atendimento médico. Quando chegou ao hospital, ela já apresentava um quadro considerado gravíssimo, com desnutrição crônica severa e risco iminente de morte.

Ainda segundo a denúncia, a ausência de visitas regulares e acompanhamento básico de saúde pode ter contribuído para o agravamento do estado clínico da criança. O documento também aponta outras situações preocupantes envolvendo moradores da comunidade Warao, incluindo casos de doenças respiratórias e mortes recentes.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que acompanha as investigações sobre os óbitos registrados entre indígenas da comunidade e destacou que a apuração epidemiológica é obrigatória dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). A pasta ressaltou ainda que a gestão e supervisão dos agentes comunitários de saúde são de responsabilidade do município.

A comunidade Warao, formada por indígenas venezuelanos refugiados, vive em situação de vulnerabilidade social em Betim desde 2023. Lideranças locais cobram maior presença do poder público e ações efetivas nas áreas de saúde, assistência social e alimentação.

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