A decisão foi tomada após o fracasso das negociações entre trabalhadores e empresa durante audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A categoria rejeitou a proposta apresentada pela concessionária, que previa reajuste linear de 3,9% nos salários e no tíquete-alimentação, índice correspondente apenas à reposição da inflação medida pelo INPC.
De acordo com o sindicato, os trabalhadores reivindicam um reajuste acima da inflação e a elevação do valor do tíquete-alimentação para R$ 900. A entidade afirma que a proposta da empresa não atende às necessidades da categoria e não representa ganho real para os funcionários.
A nova paralisação ocorre em meio à crise que envolve o transporte público municipal. Nas últimas semanas, a Prefeitura de Sete Lagoas decretou uma intervenção administrativa na Turi, medida considerada inédita no município. A ação permitiu ao Executivo acompanhar o fluxo de caixa da concessionária e fiscalizar a arrecadação do sistema, além de monitorar os repasses destinados ao transporte alternativo.
O impasse entre empresa e trabalhadores se arrasta desde o início do ano e já resultou em outras paralisações do transporte coletivo. Em maio, o sindicato chegou a alertar para a possibilidade de retomada da greve caso não houvesse avanços nas negociações trabalhistas.
Apesar da retomada do movimento, o SINTTROSET informou que cumprirá integralmente a decisão judicial, mantendo parte da frota em circulação para reduzir os impactos aos usuários do transporte público, considerado serviço essencial. A categoria segue mobilizada e afirma que continuará pressionando por uma proposta que atenda às reivindicações dos trabalhadores.
A expectativa é que novas rodadas de negociação ocorram nos próximos dias na tentativa de encerrar o impasse e evitar maiores prejuízos para os cerca de milhares de passageiros que dependem diariamente do transporte coletivo em Sete Lagoas.