Médico é preso após morte de gestante e bebê em hospital de Três Marias

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Um médico obstetra de 42 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) após a morte de uma gestante de 29 anos e do bebê que ela esperava em um hospital de Três Marias, na região Central de Minas Gerais. O caso aconteceu na última terça-feira (9) e está sendo investigado como suspeita de negligência médica e omissão de socorro.

Segundo as investigações, a mulher, identificada como Bárbara Luana Fernandes Aleixo, estava com cerca de 30 semanas de gestação e deu entrada na unidade hospitalar por volta das 20h30 de segunda-feira (8), apresentando um quadro de pico hipertensivo. Apesar dos esforços da equipe médica, ela sofreu complicações e teve o óbito declarado às 5h45 da manhã seguinte. Com a morte da mãe, o bebê também não resistiu.

De acordo com a Polícia Civil, os levantamentos preliminares apontam possíveis falhas graves no atendimento. Entre os principais pontos investigados estão a demora no comparecimento do médico plantonista ao hospital, além de suposto atraso na avaliação clínica da paciente e na adoção de medidas emergenciais necessárias para o caso.

Relatos colhidos pela polícia junto a profissionais da unidade indicam que o obstetra teria chegado ao hospital apenas após a segunda parada cardiorrespiratória da gestante, quando seu estado já era considerado extremamente grave. As autoridades também apuram se houve falhas na comunicação e no acionamento da equipe responsável pelo atendimento obstétrico.

Após a coleta de depoimentos, análise de documentos e imagens, equipes das polícias Civil e Militar localizaram o médico e efetuaram a prisão em flagrante. Ele foi conduzido à delegacia e permanece à disposição da Justiça.

A defesa do profissional nega as acusações e sustenta que ele estava em regime de plantão sobre aviso, afirmando que não houve omissão de socorro nem tentativa de fuga. O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias que levaram à morte da gestante e do bebê.

A Polícia Civil informou que novas diligências serão realizadas e que laudos periciais devem auxiliar na conclusão do inquérito. 

 


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