De acordo com a decisão da 3ª Vara de Presidente Venceslau, os acusados passam a responder formalmente à ação penal após o entendimento de que há indícios suficientes de participação em um esquema de movimentação e ocultação de recursos ligados à facção criminosa.
A investigação conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo aponta a existência de uma estrutura financeira utilizada para disfarçar a origem de valores provenientes de atividades ilícitas, com uso de empresas intermediárias e movimentações bancárias consideradas suspeitas.
Segundo os autos, Deolane Bezerra teria atuado em operações financeiras com pessoas ligadas ao núcleo de comando da organização criminosa, incluindo familiares e operadores apontados como responsáveis por transações financeiras do grupo. Já Marcola, apontado como liderança máxima do PCC, é acusado de coordenar ações do esquema mesmo estando preso.
Com a decisão judicial, os réus terão prazo legal para apresentar defesa e responder às acusações no processo. A investigação segue em andamento e envolve outras pessoas suspeitas de participação no esquema.
A defesa de Deolane nega qualquer envolvimento com atividades ilícitas e afirma que a influenciadora é alvo de perseguição, enquanto representantes dos demais investigados também contestam as acusações.
O caso segue sob análise da Justiça paulista.