Além do parlamentar, outras duas pessoas também foram presas. Entre os alvos dos cinco mandados de prisão expedidos pela Justiça estão integrantes da facção criminosa e o presidente da empresa de transporte coletivo Transunião, apontada como peça central nas investigações.
Segundo as autoridades, a investigação apura a utilização da empresa de ônibus para movimentar e ocultar recursos provenientes de atividades criminosas. De acordo com a Polícia Civil, Senival Moura é suspeito de exercer controle informal sobre a concessionária, que teria movimentado mais de R$ 300 milhões.
As investigações também apontam a existência de um núcleo paralelo dentro da empresa, responsável por decisões estratégicas que, segundo o Ministério Público, favoreciam os interesses da organização criminosa. A apuração teve início após o assassinato de um ex-presidente da Transunião, ocorrido em 2020, fato que levou os investigadores a aprofundarem a análise sobre a atuação da empresa.
Como parte da operação, a Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de cerca de R$ 194 milhões em bens e valores ligados aos investigados. Também foram apreendidos imóveis, veículos e embarcações para garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos e impedir a continuidade das atividades criminosas, caso as suspeitas sejam confirmadas.
A defesa do vereador ainda deverá se manifestar oficialmente sobre as acusações. As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no esquema e aprofundar a apuração sobre a infiltração do crime organizado no sistema de transporte público de São Paulo.