Vereadora de Esmeraldas é presa suspeita de mandar matar servidor público

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A vereadora Carla Nicolau de Oliveira Ferreira, conhecida como Carla da Pizzaria, foi presa nesta sexta-feira (3), durante uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais. Ela é investigada por suspeita de ser a mandante do assassinato do servidor público Claudinei Pereira Nunes, fiscal de obras da Prefeitura de Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Além da parlamentar, outras três pessoas apontadas como executoras do crime também foram presas. Segundo as investigações, os suspeitos são William Douglas Silva Santana, conhecido como "Doguinha", Leandro Richard Teixeira, o "Bitoca", e Matheus Alves dos Santos, apelidado de "Paçoca".

De acordo com a Polícia Civil, a motivação do crime teria sido uma rixa política e pessoal entre a vereadora e a vítima. A investigação aponta que Carla teria procurado um líder do tráfico da região e informado, de forma falsa, que Claudinei seria um informante da polícia. A partir dessa informação, o grupo criminoso teria determinado a execução do servidor.

O assassinato ocorreu na noite de 23 de dezembro de 2025, no bairro Quintas São José, em Esmeraldas. Claudinei retornava para casa após fazer compras para a ceia de Natal quando o carro da família foi interceptado por criminosos armados. Ele foi atingido por diversos disparos e morreu no local. A esposa e os três filhos do casal, que estavam no veículo, não ficaram feridos. O crime causou grande comoção pela violência e por ter ocorrido diante da família da vítima.

Ainda conforme as investigações, desde o início a polícia trabalhava com a possibilidade de que o homicídio estivesse relacionado à atuação profissional de Claudinei na Prefeitura ou a conflitos políticos no município. As diligências realizadas ao longo dos últimos meses levaram à identificação dos suspeitos e ao cumprimento dos mandados de prisão nesta sexta-feira.

Carla da Pizzaria cumpre seu segundo mandato consecutivo como vereadora de Esmeraldas. Até o momento, a defesa da parlamentar não havia se manifestado sobre as acusações. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer todos os detalhes sobre o planejamento e a execução do crime.

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