A morte foi confirmada pela mãe do jovem, Stefane Gabriela de Oliveira. Segundo ela, Antônio foi internado na segunda-feira (6) com pneumonia, sofreu uma parada cardiorrespiratória durante a internação e não resistiu. A família descreve o jovem como uma pessoa tranquila, apaixonada por cavalos e que trabalhava como domador, especialmente de pôneis. Ele também era autista nível 1 de suporte e tinha dislexia.
O episódio aconteceu na noite de 28 de dezembro de 2024, durante uma confraternização realizada em um haras às margens da MG-235, em São Gotardo.
De acordo com as investigações, o autor do disparo é o filho de um vereador do município. Testemunhas relataram que ele teria efetuado disparos para o alto durante a festa. Um dos tiros atingiu o pescoço de Antônio, então com 17 anos. O projétil atravessou a região cervical, lesionou a coluna e o pulmão da vítima, deixando o adolescente tetraplégico.
Em junho deste ano, a Justiça determinou que o acusado fosse submetido a júri popular, entendendo haver indícios suficientes para que ele respondesse pelo crime perante o Tribunal do Júri.
Comoção
O sepultamento de Antônio Augusto ocorreu na tarde desta sexta-feira (10), no Cemitério Municipal de Campo Alegre, cidade vizinha a São Gotardo. A morte do jovem provocou forte comoção entre familiares, amigos e moradores da região, reacendendo o debate sobre o uso irresponsável de armas de fogo e suas consequências.