A intervenção havia sido decretada em junho deste ano, após a paralisação dos trabalhadores da empresa, que deixou milhares de passageiros sem transporte. Durante o período, a Prefeitura assumiu temporariamente a administração do sistema para garantir a continuidade do serviço e o pagamento dos funcionários.
Com o novo decreto, a Turi reassume integralmente a operação do transporte coletivo e volta a ser responsável por todas as obrigações previstas no contrato de concessão, incluindo questões trabalhistas, operacionais, tributárias e regulatórias.
Apesar do encerramento da intervenção ampla, a Prefeitura informou que permanecerá acompanhando áreas estratégicas do sistema. Continuam sob supervisão municipal a bilhetagem eletrônica, a compensação tarifária e a conta bancária destinada à arrecadação das tarifas, garantindo maior controle sobre a gestão financeira do transporte coletivo.
O decreto também determina que auditorias, relatórios e demais atos realizados durante a intervenção continuam válidos, além de manter em andamento o processo administrativo que apura as causas da crise e eventuais responsabilidades da concessionária.
A intervenção foi decretada em 10 de junho, quando uma nova greve dos trabalhadores da Turi interrompeu o transporte coletivo em Sete Lagoas. Os funcionários reivindicavam o pagamento de salários atrasados, enquanto a Prefeitura apontava indícios de irregularidades na gestão dos recursos tarifários.
Na ocasião, o município declarou situação de emergência, assumiu a operação do sistema e nomeou um interventor para administrar linhas, frota, garagens e arrecadação, garantindo a retomada do serviço após acordo com os trabalhadores.
Com o encerramento da intervenção administrativa ampla, a expectativa é de que a operação do transporte coletivo siga sob responsabilidade da Turi, agora acompanhada por mecanismos permanentes de fiscalização para assegurar a regularidade e a continuidade do serviço prestado à população.