Ferro-gusa é isento de tarifa dos EUA e setor siderúrgico mineiro respira aliviado
Benefício para Minas Gerais e Sete Lagoas
O ferro-gusa, matéria-prima essencial para a fabricação de aço, continuará sendo exportado aos Estados Unidos sem a incidência da tarifa adicional anunciada pelo governo norte-americano. A exclusão ocorreu após uma mobilização do setor, que apresentou estudos técnicos demonstrando que a indústria siderúrgica dos EUA depende do produto brasileiro e que a taxação aumentaria os custos da própria economia americana.
Segundo representantes do Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer), a decisão é resultado de um intenso trabalho de articulação junto às autoridades norte-americanas, incluindo audiências públicas, apresentação de estudos e contratação de consultorias especializadas para demonstrar a importância estratégica do ferro-gusa brasileiro.
Apesar da boa notícia para o setor siderúrgico, outros segmentos da indústria brasileira seguem preocupados. Produtos como calçados, joias, máquinas e diversos manufaturados continuam sujeitos às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, o que pode reduzir a competitividade das exportações brasileiras e provocar perdas bilionárias para empresas e trabalhadores.
Benefício para Minas Gerais e Sete LagoasA decisão tem impacto especialmente positivo para Minas Gerais, onde estão concentradas diversas usinas produtoras de ferro-gusa. Em cidades como Sete Lagoas, um dos principais polos siderúrgicos do país, a isenção representa a manutenção de contratos internacionais, da produção industrial e de milhares de empregos diretos e indiretos ligados à cadeia do aço.
Especialistas avaliam que, caso o ferro-gusa tivesse sido incluído nas tarifas, haveria risco de redução nas exportações, desaceleração da produção e reflexos negativos sobre a economia regional. Com a isenção, o setor ganha previsibilidade para continuar abastecendo o mercado norte-americano, considerado um dos principais destinos do produto brasileiro.