​Réu por corrupção e lavagem de dinheiro, Renan Calheiros relator da ‘CPI da Covid’

Senador Renan Calheiros (MDB), foi condenado na 1ª instância a perder mandato. Renan também é pai do governador Renan Filho, de Alagoas.

Por
2 Min

Quem é Renan Calheiros, senador relator CPI da Covid. Os senadores integrantes da CPI da Covid, fecharam acordo para a composição final dos cargos de comando da CPI. Nos corredores do Senado, um das perguntas que se faz é se Renan Calheiros vai investigar seu filho, Renan é pai do governador Renan Filho, de Alagoas. 

A Comissão que apura supostas omissões do presidente Jair Bolsonaro, Governadores e Prefeitos, no combate à pandemia, terá como relator o senador Renan Calheiros (MDB). Renan é réu no STF por corrupção e lavagem de dinheiro. O supremo aceitou uma denúncia de 2017, da PGR, que acusa o senador de desvios na Transpetro.


O Ministério Público afirma que, em 2010, em troca de contratos com a Petrobras, a Serveng repassou R$ 800 mil, em duas parcelas ao diretório nacional do PMDB, que mandou o dinheiro para o comitê de campanha de Renan Calheiros em Alagoas. Depois, ainda segundo o Ministério Público, esse dinheiro foi repassado ao próprio Renan.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, a propina disfarçada de doação eleitoral foi repassada a Renan Calheiros por causa da relação dele com Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras. Costa, que segundo a PGR, tinha o apoio político de Renan e do deputado Aníbal Gomes, do PMDB-CE, agiu para facilitar participação da Serveng em licitações da Petrobras.

O colegiado da CPI será presidido por Omar Aziz (PSD), também acusado de corrupção no Amazonas pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal, e o vice-presidente será o senador Randolfe Rodrigues (REDE).

O senador Omar Aziz (PSD-AM), que comanda a bancada do Amazonas no Congresso Nacional, no final do ano passado, foi alvo da Polícia Federal, onde indiciou Omar Aziz por suspeita de participar de um esquema de corrupção que desviou pelo menos R$ 200 milhões da Saúde do Amazonas. Os desvios, segundo as investigações, começaram quando ele era governador do Estado, entre 2010 e 2014. As verbas desviadas, de acordo com a investigação, bancaram gastos da família Aziz.


Tags »
Notícias Relacionadas »