Gripe aviária no Brasil: Primeiro foco em granja comercial no RS provoca suspensão de exportações de frango

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O Brasil enfrenta um novo desafio no setor avícola com a detecção do primeiro foco de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul, no município de Montenegro. O caso, confirmado como influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), levou à suspensão imediata das exportações de carne de frango do estado para mercados como China e União Europeia, com previsão de que outros países, como Japão, Argentina, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, também restrinjam importações.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a suspensão, válida por 60 dias, segue cláusulas contratuais de precaução sanitária. O Rio Grande do Sul, terceiro maior exportador de frango do país, responde por 15% da produção e exportação nacional, conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A medida impacta significativamente o setor, que já enfrenta desafios com a emergência zoossanitária prorrogada em abril por mais 180 dias.

A influenza aviária de alta patogenicidade, anteriormente registrada na Ásia, África e norte da Europa, foi identificada em um matrizeiro no RS. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reforça que o consumo de carne de aves e ovos é seguro, desde que cozidos, e que o risco de infecção humana é baixo, afetando principalmente trabalhadores com contato direto e frequente com aves infectadas.

As autoridades seguem monitorando a situação, enquanto o setor avícola busca minimizar os impactos econômicos e garantir a biossegurança nas granjas. A suspensão das exportações destaca a importância de medidas preventivas para conter a disseminação do vírus e recuperar a confiança dos mercados internacionais.

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