Uma grande ação das forças de segurança foi deflagrada nesta quarta-feira (22) com o objetivo de combater o crime organizado em Minas Gerais. Batizada de Operação Amálgama, a ofensiva tem como foco desarticular esquemas de tráfico de drogas e comércio clandestino de armas em Sete Lagoas e cidades da região.
A operação é resultado de uma atuação conjunta entre a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/MG) e a Polícia Civil de Minas Gerais, evidenciando o reforço na cooperação entre órgãos de segurança pública no enfrentamento a organizações criminosas.
Em Sete Lagoas, um dos principais alvos da operação foi no bairro São Francisco. De acordo com as investigações, uma mercearia estaria sendo utilizada como fachada para o armazenamento e a venda ilegal de munições, possivelmente ligadas a uma facção criminosa.
As apurações tiveram início após a análise de celulares apreendidos com um detento de uma penitenciária em Juiz de Fora, apontado como integrante de organização criminosa. A partir disso, foi identificado um esquema que utilizava códigos para comercialização de armamentos, dificultando a ação policial.
Durante o cumprimento dos mandados no município, os agentes apreenderam celulares, rádios comunicadores e porções de drogas.
Além de Sete Lagoas, a Operação Amálgama também cumpriu mandados em outras cidades mineiras, como Ervália e Itutinga, tendo como base investigativa o município de Juiz de Fora. Ao todo, foram expedidos 10 mandados de busca e apreensão.
Os suspeitos investigados podem responder por tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e participação em organização criminosa. Caso condenados, as penas somadas podem chegar a mais de 30 anos de prisão.
O nome “Amálgama” faz referência à união entre as forças de segurança envolvidas na operação. Assim como o termo na ciência representa a fusão de elementos para formar uma estrutura mais resistente, a ação simboliza o trabalho conjunto no combate ao crime organizado.
As investigações continuam, e novas fases da operação não estão descartadas pelas autoridades.