De acordo com a investigação, o sargento levou a esposa já sem vida ao Hospital Odilon Behrens na noite de segunda-feira (20). Ao constatarem que a vítima apresentava diversos ferimentos incompatíveis com a versão inicial apresentada pelo militar, profissionais da unidade acionaram a Polícia Militar, que efetuou a prisão em flagrante.
Em depoimento, Eduardo afirmou que o casal havia realizado uma confraternização na residência e, após a saída dos convidados, manteve relações sexuais envolvendo práticas de dominação conhecidas como "spanking". Segundo ele, essas práticas eram consensuais e frequentes durante os cerca de oito anos de relacionamento. O militar também alegou que, horas depois, a capitã teria caído de uma escada, sofrendo um corte na cabeça e outras lesões.
No entanto, a Polícia Civil informou que a versão apresentada pelo suspeito diverge dos indícios preliminares levantados pela perícia e pela equipe médica. Conforme o porta-voz da corporação, a vítima apresentava múltiplas lesões, incluindo um trauma significativo na face, e os laudos periciais serão determinantes para esclarecer a dinâmica da morte.
Durante a perícia na residência do casal, foram apreendidos um cabo de madeira quebrado e roupas de cama que haviam sido colocadas para lavar. Testemunhas ouvidas pela investigação relataram que o relacionamento era conturbado, marcado por términos, reconciliações e episódios de violência psicológica e moral.
O sargento foi encaminhado ao sistema prisional militar e deverá passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (22). A defesa informou que aguarda a realização da audiência e a conclusão dos laudos periciais antes de se manifestar sobre o caso. A investigação segue em andamento sob responsabilidade da Polícia Civil de Minas Gerais.